A newsletter do site Transformação Digital informou que, uma semana antes da Organização Mundial de Saúde (OMS) fazer o seu pronunciamento oficial sobre o coronavírus, um sistema de IA (Inteligência Artifical) já havia emitido um alerta sobre um possível surto da doença. É isso mesmo! Basicamente, a Blue Dot, empresa que usa a tecnologia a favor da saúde, havia “previsto” a possibilidade do surto do vírus e encaminhado um e-mail para que companhias aéreas e organizações de saúde evitassem a cidade de Wuhan, na China, local onde tudo começou.

Mas como isso foi possível?

Conforme o texto nos explica, o sistema de Inteligencia Artificial (IA) da Blue Dot usa notícias de diversas fontes internacionais e o seu algoritmo é capaz de encontrar pesquisas da área da saúde, informações de empresas aéreas, comunicados do agronegócio e de fóruns dedicados a diferentes assuntos. Tudo isso, gera uma base de dados para o sistema, que é capaz de indicar a chance de novas doenças surgirem e suas áreas de risco. Em resumo, o sistema de IA utilizou os seus algoritmos e uma base de dados consistente para analisar todas as informações e, a partir disso, chegar a previsão de um novo surto de doença.

 

 

E era aqui que nós gostaríamos de chegar!

Dados e mais dados!

Imagine que todos os dias você posta uma imagem no seu Instagram, compartilha uma publicação no Facebook e faz algumas pesquisas no Google. Isso, sem mencionar as músicas que você provavelmente ouve e busca no Spotify, os vídeos sobre inúmeros assuntos que você confere no YouTube e as séries que você maratona na Netflix. Agora, também imagine que, além de você, milhões de outros usuários fazem isso. Todos dias e a todo o momento.

Será que você consegue mensurar a quantidade de dados que são produzidos diariamente na internet? Se ficou um pouco difícil, temos alguns números:

 

 

40 bilhões de fotos são geradas no Facebook

350 milhões de usuários ativos acessam o Facebook via dispositivo móvel.

Além disso, 250 milhões de uploads de fotos são feitos por dia.

 

E os números ficam ainda maior quando levamos em consideração que absolutamente todo o tipo de informação compartilhada no mundo digital (compras, transferências, buscas, GPS, notícias, publicações, etc.) entram para uma base de dados. Para que o mundo moderno pudesse lidar com todo esse volume, variedade, velocidade, veracidade e valor de dados produzidos diariamente criou-se um conjunto de soluções tecnólogicas, que nós chamamos de Big Data. Neste artigo, Sandro Ari Pinto, escreve:

 

A Blue Dot, por exemplo, utiliza um sistema de inteligência artificial e um avançado sistema de análise de dados para rastrear, contextualizar e antecipar novos riscos de doenças infecciosas. Mas podemos ir muito além. Com a ajuda de sistemas Big Data, Inteligência Artificial, algoritmos e a Internet das Coisas (já falamos sobre isso neste link), é possível otimizar ainda mais os nossos processos produtivos para economizar recursos como água energia e, até mesmo, recursos humanos.

 

 

O conceito da Indústria 4.0 nos mostra isso muito bem. Em vez de fábricas barulhentas a ideia é que as empresas tornem-se cada vez mais automatizadas e controladas remotamente por sensores e robôs. E esse conceito vem ganhado cada vez mais força com o avanço das novas tecnologias (principalmente referentes ao armazenamento de dados).

A bem da verdade é que essas novas tecnologias nos trazem inúmeras possibilidades de futuro. A pergunta que fica é: depois de tudo isso que nós mostramos, o que o seu negócio está esperando para passar por uma transformação digital?