Quando você pensa em criatividade o que vem a sua cabeça? Um dom, talento especial ou uma habilidade inalcançável que poucas pessoas foram presenteadas ao nascer? Por isso estamos aqui, porque falar em criatividade significa desaprender o significado que damos – ou aprendemos dar – a essa palavra.

Criatividade é uma característica natural do ser humano e diz respeito às soluções inusitadas que encontramos para resolver diversas situações do cotidiano. Nas palavras de Murilo Gun, criatividade é a imaginação aplicada para resolver problemas.

 

Mas, se a criatividade é tão natural ao ser humano, por que é tão difícil pensar fora da caixa?

De forma resumida, porque somos podados ao longo da vida e aprendemos a ser não criativo, criando uma série de bloqueios mentais, por medo ou, simplesmente, conformismo. Além disso, a rotina, esgotamento mental e o espaço em que vivemos e trabalhamos não nos fornecem as condições ideais para ativar a nossa criatividade.

 

E este o nosso ponto, porque, aqui, nos deparamos com a importância dos gatilhos criativos. Pera aí: gatilhos criativos? A nossa head de inovação e cultura, Aline de Souza, explica:

 

De certa forma, um gatilho criativo são as inúmeras ferramentas que você usa ao longo de todo o seu processo criativo para solução de problemas. Levando em conta que o processo criativo não começa ou acaba quando você bate o ponto, os gatilhos criativos podem ser muitos: um podcast, uma conversa com um amigo, uma viagem, uma palestra, uma música, uma exposição... a lista é infinita. A parte ruim é que os gatilhos criativos sempre variam de pessoa para pessoa.

 

Para ilustrar um pouco isso, nós conversamos com 3 pessoas que trabalham em áreas distintas aqui na ezoom. para entender um pouco mais sobre os processos criativos de cada um.

Antes disso, já que você está aqui, dê uma lida no nosso post sobre as  5 Técnicas para sair de um bloqueio criativo. É rapidinho!

 

Jana, redatora

 

Eu gosto de encontrar meus amigos para conversar e compartilhar ideias/vivências. Também gosto de ver filmes e vídeos e ouvir podcasts. Isso contribui para que eu tenha uma visão mais ampla do que está acontecendo no mundo.

 

Tudo o que eu crio é sobre e/ou para pessoas. E para que a criação represente algo real (seja sentimentos, necessidades, serviços), é importante que eu saiba quem são as pessoas e o que elas realmente precisam. É preciso se aproximar das pessoas para entendê-las. Longe delas, nada é concreto. Tudo é referência, mesmo que seja sobre um tema que não tem a ver com a minha área.

 

 

Fe, atendimento

 

Quando não estou no trabalho o que mais gosto de fazer é estar com os amigos e ambientes onde eu consiga socializar. Gosto muito de gente, de estar com pessoas e observar como interagimos e como estamos conectados. Em casa, gosto muito de cuidar das plantinhas e conversar com elas. Adoro desenhar e utilizo os desenhos como forma de expressão e de desabafo!

 

Para contribuir com minha criatividade e processo criativo gosto de ler, assistir documentários que não são da minha área de atuação. Gosto também de sair da rotina e fazer as mesmas atividades em horários diferentes. Assim, consigo analisar e receber novas informações. É a minha maneira de resolver problemas e sugerir soluções fora da caixa! Também amo roteiros bem escritos e livros de suspense. Uma boa história alimenta a imaginação e abre caminhos.

 

 

 

Lucas, desenvolvimento

 

Fora daqui eu faço muitos freelas ou laço. E em ambos os casos, no meu hobby e profissão, eu preciso de muita concentração. Pra laçar eu preciso estar alinhado tanto na hora que atiro o laço, com a distância do boi e/ ou cavalo e a força que coloco no braço, o que precisa de muita concentração para acontecer tudo no mesmo momento.

 

Durante o dia a dia, quando eu realmente preciso resolver algo, coloco uma música nos fones e me foco. Se isso não resolver, desligo a música, fecho os olhos um pouco, dou um tempo ou uma volta. O que me ajuda muito, também, é utilizar a técnica pomodoro. As vezes estamos tão focados em algo que esquecemos de ver todo o escopo do problema e achara a solução. Quando damos um tempo para isso, voltamos com a cabeça mais vazia, vendo o problema em si do zero e vendo coisas que antes não conseguimos ver.